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    6  fevereiro de 2012

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PETRÓPOLIS  E SUA HISTÓRIA

 

D Pedro I, nas viagens para Minas Gerais, pousava na Fazenda de Corrêas e conhecendo as belezas e a salubridade da região, resolveu adquiri-la, segundo alguns historiadores, levado por conselho de amigos para tratamento da Princesa Imperial Dona Paula, que se achava enferma.

Não querendo vendê-la, seu proprietário indicou a do Córrego Seco que, por escritura pública de 6 de fevereiro de 1830, passou ao patrimônio particular do Imperador, sendo no ano seguinte acrescida da Gleba no Alto da Serra, com 50 braças de testada por meia légua de fundo.
Com a Abdicação em 1831, essas propriedades ficaram arrendadas até 1842, passando, após a morte de D. Pedro I, a seu filho D. Pedro II.

Em 1840, a lei provincial n.º 56, de 10 de maio concedia um crédito qüinqüenal em parcelas de 60:000$000 para importação de 600 casais de colonos e suas famílias, tendo o governo assinado contrato com a casa Charles Del Rue, de Dunquerque.

O major Júlio Frederico Koeler, que veio para o Brasil em 1828, sendo incorporado à arma de engenharia do Exército Imperial e responsável pela construção de novos trechos e pontes na Estrada da Serra da Estrela, aproveitou na execução dessas obras, o trabalho dos colonos alemães chegados ao Brasil pelo navio “Justine” e que estavam alojados na Fazenda do Córrego Seco.

O levantamento de uma povoação e a construção do Palácio, bem como o plano de arrendamento e colonização das terras foram objeto de ajuste celebrado em 16 de março de 1843, o que fez com que muitos autores considerassem essa data como a da fundação da cidade de Petrópolis. Possivelmente em cumprimento ou em conseqüência desse ajuste, foi que o Dr. Caldas Viana, que governava a Província na qualidade de Vice-Presidente em exercício, em 8 de julho de 1834, baixou portaria ordenando ao Departamento de Obras Públicas que fizesse fabricar para serem colocados nos locais pré-determinados da antiga Fazenda Córrego Seco “Dois Cruzeiros de Madeira de Lei”. Em um deles escreveu: “Cruz de São Pedro de Alcântara de Petrópolis” para indicar o local da futura cidade. Além desses dois marcos, ordenou ainda a elevação de um poste, no alto do qual se lia em grandes letras a palavra “Petrópolis”, indicando que a futura povoação se formaria sob os auspícios de D. Pedro II.

Em 27 de março de 1844, a pedido do Major Koeler, Caldas Viana deu a Petrópolis as prerrogativas de distrito de paz, criando por deliberação dessa data, “Na Freguesia de São José do Rio Preto, do termo da Paraíba do Sul, mais uma subdelegacia de polícia que se denominou do 2º Distrito de Petrópolis”.

Aproveitando as facilidades concedidas por D. Pedro II, chegam ao “Córrego Seco da Serra Acima”, denominação primitiva do Alto da Serra, novos colonos alemães em 29 de junho de 1845. A chegada desses colonos deu lugar a que o governo pensasse em transformar as terras em colônia agrícola, para isso de e do Itamarati e aceitando a doação da Fazenda Quitandinha. Esse intento não foi consumado, o que,entretanto, não impediu o desenvolvimento da aglomeração que ali se constituíra.

Com a elevação do Arraial do Porto da Estrela à categoria de vila, com a denominação de Vila da Estrela, Petrópolis, que até 1846 era simples curato, passou a fazer parte de seuterritório, recebendo a categoria de freguesia, sob a invocação de “São Pedro de Alcântara de Petrópolis”, ficando desmembrado de Paraíba do Sul.

A fertilidade dessas terras, a excelência do clima, o desvelo do Monarca por elas e, mais ainda, o espírito altamente empreendedor dos colonos que a habitavam motivaram o rápido desenvolvimento da freguesia. Em 1856, Petrópolis já podia orgulhar-se de possuir mais de 6 mil habitantes para mais de mil prédios e um comércio adiantado, constituído de 63 casas de negócios.

Paralelamente ao desenvolvimento econômico e social de Petrópolis, florescia na mente dos seus moradores a idéia da separação da Vila da Estrela, à qual designavam “A Pior das Madastras”.

O movimento de emancipação começou a tomar vulto em 1856, quando o deputado Coronel Amaro Emilío da Veiga tornou-se um ardoroso defensor das aspirações do povo de Petrópolis, na Assembléia Provincial. Após vencer cerradíssima campanha e inúmeras dificuldades de ordem político - administrativa, conseguiu esse deputado ver coroados seus esforços com a criação do Município de Petrópolis e a elevação da localidade do mesmo nome à categoria de cidade pela lei n.º 961, de 29 de setembro 1857.

Com a proclamação da República, o surto do progresso petropolitano pareceu diminuir; A revolta armada, em 1893, porém, impossibilitando as comunicações com a cidade de Niterói, obrigou a que o governo estadual mudasse para Petrópolis a capital Fluminense, situação que perdurou até 1902, aumentando-lhe de muito a importância que já possuía. No ano seguinte, a cidade foiescolhida para que nela se realizasse a histórica reunião diplomática, terminada com a assinatura do “Tratado de Petrópolis”, pelo qual o território do Acre foi anexado ao Brasil.

A rápida evolução progressista que sempre caracterizou Petrópolis, desde a sua fundação jamais esmoreceu. Durante 9 anos, 84 a 1902, foi esta cidade capital do Estado do Rio de Janeiro.

A abertura da nova Estrada Rio-Petrópolis, inaugurada em 1928, encurtando a distância entre a cidade serrana e o Distrito Federal; a construção de rodovias interestaduais para Bahia e Minas Gerais, fazendo passar a maior parte do tráfego pela chamada “Cidade das Hortênsias”; e o ousado traçado da estrada que a liga a Teresópolis, evidenciam a posição invejável de Petrópolis, não só no panorama turístico do país como também no plano industrial do Estado.
Atualmente Petrópolis é um dos maiores centros receptivos de turismo do Brasil.

O alto nível cultural e econômico de Petrópolis se evidencia pela existência de numerosas associações culturais em seu território e pelo grande vulto de suas empresas industriais e comerciais. Entre os vários motivos de que se orgulham seus habitantes, destaca-se o de ser Petrópolis município de alto índice de alfabetização.Para comemorar o 1º centenário de sua emancipação e elevação à categoria de cidade e para perpetuar este acontecimento, foi inaugurado seu novo monumento: um Obelisco revestido de mármore localizado no ponto mais central da cidade, no qual, em várias placas, estão perpetuados os nomes dos que ajudaram Júlio Frederico Koeler a construir a cidade, a fim de indicar às gerações futuras, pela contemplação desse passado, o caminho do trabalho, da continuidade e do progresso.

Fontes:
Secretaria Municipal de Turismo

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